O Canil "Caçador de Indaiá" foi fundado em 1962 por José Roberto Lemos Paiva e que, até à presente data, o administra com a mesma dedicação dos primeiros dias.  

Poucos caçadores no Brasil conhecem a caça de campo quanto Zé Roberto, como carinhosamente o chamam seus amigos. Ainda criança, já caçava com seu pai, José Randolpho Paiva, campeão brasileiro e sul americano de tiro ao pombo. Pai e filho caçavam exclusivamente com cães pointers de excelente linhagem, oriundos do Canil "Dr. Penido Burnier", de Juiz de Fora, MG.

Com a aquisição de uma propriedade em Indaiatuba, no estado de São Paulo, deu início ao seu sonho de criança e, aplicando com perseverança certos princípios, chegou ao seu objetivo: o de criar cães pointers robustos, resistentes e persistentes, de acordo com o padrão, mas com ênfase nas características venatórias. Uma condição absoluta era o porte alto da cabeça.

Sua primeira ninhada, sete filhotes, era descendente de "Barnabé de Valésia", grande ganhador da Copa da Europa.  

Sempre buscando a excelência de suas crias, Zé Roberto importou, primeiramente da França "Isis de Foncillon", "Judith de Foncillon" e "Jimmy de Foncillon", os três filhos de "Ut de la Torre D´Alios" e da campeã de exposição "Querciasaintyves de La Canaudiere" e ainda bisnetos do famoso campeão da Copa da Europa (Field Trail), "Utmi de Saint Yves".

Importou posteriormente da Inglaterra o magnífico "Davian Patinus", filho do campeão "Davian Titus Lartius", que por três anos consecutivos foi considerado o "Cachorro do Ano" na Best in Show da Exposição Crufts.

Em sua incessante busca pelo melhor, trouxe da Suécia "Black Lucky Dart", ganhador da Taça de Ouro Sueca e mais três cães filhos de duas campeãs suecas (Black Lucky Cava e Black Lucky Lola) e ainda, duas fêmeas vindas na Noruega, filhas de "Juddy Doll" com o lendário campeão dinamarquês "Riff C".

Através dessas aquisições, que custaram fortunas, feitas após horas e horas de estudos sobre registros genealógicos, prêmios conseguidos, progênie - tudo levado ao passado mais remoto possível com referência a cada cão, campeões de uso e de exposições, o Canil "Caçador de Indaiá" teve a seu dispor um imenso potencial genético da raça Pointer. Usando suas teorias de criação, aliadas a um trabalho criterioso e a uma dedicação que beirava a amizade a toda uma raça, a dos pointers, Zé Roberto disponibilizou aos aficionados os melhores cães de caça jamais vistos.

Um desses cães, "Chá", foi o pointer mais falado nas Américas e na Europa e o que mais prêmios ganhou, tanto no banco como no campo. Criadores e caçadores quiseram comprá-lo, a qualquer preço, tal as suas qualidades, mas seu proprietário, Zé Roberto, considerava "Chá" obra-prima de seu canil. O Dr. Hans Pahle, Presidente do Kennel Club da Dinamarca por vinte e oito anos e grande expert em cães pointers presenteou Zé Roberto com a frase: "Chá é o mais belo pointer para se ver no mundo".

Muitos outros cães honraram a marca "Caçador de Indaiá" e fizeram a alegria de seus felizes possuidores: "Teb", "Verdun", "Mug", "Tora", "Meg".

Exercendo um rígido controle de suas crias, Zé Roberto aplica uma singular marca em cada animal saído de seu canil: uma tatuagem numérica nas orelhas. Em julho de 2004 eram centenas os cães tatuados, o que evidencia a grande procura por seus magistrais pointers. E tudo isso sem que jamais tenha feito qualquer tipo de publicidade de seu canil.

Em todo o território brasileiro e extravasando esses limites, os cães da grife "Indaiá" são conhecidos por sua alta qualidade genética. E as pessoas que possuem um deles têm fartas razões para se sentirem orgulhosos: são os melhores pointers do mundo!

O Pointer foi definido, acertadamente, como o cão de caça por excelência, um exímio caçador de aves. Com seu físico de formas clássicas, sua velocidade e sua perícia de caçador incansável  é, sem dúvida, justo orgulho de quem o tem como seu melhor amigo.

Seu nome, pointer, provém do inglês “to point”, em razão da atitude que assume ante a caça, uma parada estática e firme, espetacular e emocionante. Conhecido jornalista brasileiro, presente a uma caçada,  à  vista  do  cataléptico estado do  animal prestes a levantar a presa, assombrado, disse: “É uma estátua o cachorro”.

Dotado de muita vitalidade, extremamente ágil, resistente e veloz, a essas qualidades aliam-se uma inteligência ímpar e um olfato excepcional, capaz de perceber o mais leve traço de qualquer ave.

Fruto de uma aperfeiçoada seleção, tem todas as qualidades exigidas para um bom caçador.

O pointer tem porte aristocrático, é paciente com as crianças, afetuoso, dócil e muito leal. Em casa é reservado, prudente, adapta-se a qualquer situação. Não se conhece um Pointer que tenha sido ou seja agressivo.

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